Até ao fim deste mês de Maio Jorge Leal apresenta, na Galeria Municipal, desenhos. Um desenho omnívoro que se alimenta tanto da tradição própria desta disciplina, antanho considerada a mãe das artes, como do universo do cartoon, do imaginário sexual, da ruína e do inacabado, da inesgotável nuvem de imagens em que hoje em dias no movemos. Cardume de imagens, portanto, mas onde nós estamos no centro. Há uma óbvia presença do desejo que acaba por organizar a profusão de temas e abordagens. Desejo do corpo, liberdade e soberania do gesto, desejo de desenhar… A exposição parece feita para lembrar que entre desejo e desenho só há duas letras de diferença. E fá-lo com um sentido de humor provocador.