Insubordinação como poltergeist. Fenómeno para além do normal. Amoral para quem o pratica, imoral para quem a ele assiste. Exemplo de insubordinação será uma bufa dada em um elevador cheio de gente.
Detenhamo-nos em dois estudos de caso.
Caso 1
O meu marido está no hospital. Vou agora ver o meu marido. Mas tu pensas o quê? Que eu andava com outro e o meu marido no hospital? Não. Fui, pois fui, fui contigo à colectividade mas e depois? Toda a gente comenta, deixa falarem, e acham mesmo que eu ia andar por aí com outro e o meu marido no hospital. Mas eu não sou parva nenhuma. Nós somos amigos, fomos jogar bilhar, só isso. Mas nem penses outra coisa. Estou a caminho do hospital, vou ver o meu marido que precisa de mim, que lhe faça companhia. Depois vou para casa, tenho os meus filhos, tenho que lhes dar de comer. O pai dos meus filhos, esse, paga-lhes as contas. Não quero saber dele. A educação, aos meus filhos, quem lhes dá sou eu e o meu marido. Do pai dos meus filhos não quero saber, não quero mais nada. E de ti também não. Não posso nem quero, vou todos os dias ver o meu marido ao hospital, saio do trabalho e vou. Depois tenho os meus filhos, não vou contigo a lado nenhum.
Caso 2
Sofro de azia, sim, é um mal horrível. Ah mas eu tenho uns comprimidos que tomo logo e aliviam muito. Estômago e intestino, sou um horror. É de família, sabe. Desde que nasceu o meu último que nunca mais fiquei bem da barriga. E ir à casa-de-banho é que não é comigo, um horror. Mas eu, no banho, ponho-me assim agachada, de cócoras, tá a ver? Desatarraxo o chuveiro, fico só com a mangueirinha. Abro a torneira, assim com um fiozinho e com a água tépida, está a ver, e limpo-me por dentro. E baby gel também mas menos, é muito bom mas uso menos.